A violência contra a mulher é uma realidade que se manifesta de diversas formas, muitas vezes silenciosas e difíceis de identificar.
Com base na Lei Maria da Penha, seis tipos principais de violência, reforçando que a agressão vai muito além da física.
A forma mais conhecida é a violência física, caracterizada por agressões e lesões que afetam diretamente o corpo da vítima. No entanto, existem outras formas igualmente graves, como a violência psicológica, que envolve humilhação, ameaças, manipulação e controle emocional, causando danos profundos à autoestima e à saúde mental.
A violência moral também merece atenção, pois inclui práticas como calúnia, difamação e injúria, que atingem a honra e a reputação da mulher. Já a violência sexual ocorre quando há qualquer ato sem consentimento, sendo uma das formas mais invasivas e traumáticas.
Outro tipo frequentemente invisibilizado é a violência patrimonial, que se manifesta pelo controle, retenção ou destruição de bens, documentos e recursos financeiros, limitando a autonomia da mulher. Além disso, há a violência vicária, quando o agressor utiliza filhos ou terceiros para atingir emocionalmente a vítima.
O material também amplia o debate ao apresentar outras formas de violência, como a violência obstétrica, relacionada a abusos durante a gestação ou o parto; a violência institucional, quando a mulher não recebe atendimento adequado ou é revitimizada por órgãos e serviços; e a violência política de gênero, que busca afastar mulheres de espaços de poder e decisão.
Um dos pontos mais importantes destacados é a mensagem: “Não se cale. Violência não é só física.” Muitas mulheres demoram a reconhecer que estão em situação de violência justamente por não identificarem esses outros tipos. A informação, portanto, é uma ferramenta essencial de proteção.
Também é fundamental lembrar que existem canais de apoio e denúncia.
No Brasil, a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, oferece orientação e acolhimento.
Em casos de emergência, a Polícia Civil pode ser acionada pelo 197.
Falar sobre o tema é um passo importante para combater a violência e apoiar quem precisa. Quanto mais informação circula, maior é a chance de romper ciclos de abuso e garantir que mulheres tenham acesso à proteção, dignidade e justiça.
Se você ou alguém que você conhece está passando por isso, procure ajuda. Denunciar é um ato de coragem — e pode salvar vidas.

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Paula Caíque PE