Corpo de Lorena Duarte será sepultado em Parnaíba
A família de Lorena Araújo Duarte, 46 anos - ainda consternada com seu falecimento como vítima de feminicidio ocorrido em Recife-PE - está viabilizando o traslado do corpo para ser sepultado em Parnaíba, sua terra de origem. A previsão é de hoje para amanhã!
Lorena é filha do ex-vereador de Araioses-MA, Técio Cesar Duarte Júnior (in memoriam). A maioria dos familiares de Lorena é da cidade de Buriti dos Lopes-PI e Parnaíba. Um caso muito triste no meio familiar.
O crime repercutiu nacionalmente.
A #parnaibana Lorena de Araújo Duarte, 46 anos, foi encontrada morta nessa terça-feira (11), dentro de seu apartamento no #Recife.
O principal #suspeito é seu namorado, o uruguaio Nestor Nicolás Blanco, 44 anos, que confessou o #crime à polícia.
De acordo com as #investigações, Blanco relatou que uma discussão com a companheira saiu do controle, admitindo tê-la asfixiado. O relacionamento do casal era marcado por crises de ciúmes, desentendimentos e dificuldades financeiras conforme relatado por vizinhos.
Lorena havia se mudado para Recife há cerca de um ano tentando recomeçar a vida.
Era conhecida por ser uma mulher alegre, batalhadora e muito querida pelos amigos, tanto em recife quanto em #Parnaíba, sua cidade natal.
O suspeito foi autuado por feminicídio e encaminhado para audiência de custódia.
O uruguaio foi identificado como Nestor Nicolas Blanco, de 44 anos. Ele chegou ao Brasil em junho de 2024, em busca de trabalho. Em novembro, conheceu a vítima, com quem passou a viver.
Segundo o delegado, Nestor estava próximo à Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, atordoado, nervoso e com arranhões no peito e pescoço. Foi abordado por policiais e contou que brigou com a namorada, que aparentava estar mal.
Os policiais foram ao apartamento da vítima, no Edifício Suape, na Avenida da Conde da Boa Vista, e lá encontraram Lorena morta no chão do quarto.
"Ele disse que, em mais um conflito, deu um tapa nela e sangrou. Ela começou a bater nele e ele disse que tentou tampar o sangramento, tampar a boca dela, isso é um pouco confuso no relato. Depois, ele viu que ela não se mexia mais, nem os braços, nem as pernas. Ele ficou desesperado, andou de um canto para outro, deu uma volta no prédio e no Parque 13 de maio", disse o delegado.
Devido à esganadura, segundo o delegado, o corpo de Lorena estava roxo. "Fica a cargo da perícia saber se houve alguma outra lesão além da asfixia", declarou.
Relacionamento conturbado
Lorena, que era natural de Parnaíba (PI), tinha uma filha de 22 anos, que a sustentava financeiramente com a avó. Ainda segundo Mário Melo, Nestor e Lorena costumavam se separar constantemente, e por diversas vezes ela chegou a proibir a entrada dele no prédio onde morava, mas voltava atrás.
"Desde o início, era um relacionamento conturbado devido a ciúmes dela, segundo ele. Dívidas financeiras também eram um problema, já que, segundo ele, ela gastava muito. [...] Ela proibia ele de entrar no prédio, mas voltava atrás e permitia. Já era algo notório para os vizinhos esse relacionamento conturbado. No último domingo, ela proibiu ele, mas voltou atrás", disse Mário Melo.
Ainda segundo o delegado, em maio, o uruguaio se mudou para Maceió e se separou da companheira. Ela foi atrás dele e, lá, se reconciliaram, passaram a morar juntos, se separaram novamente e se mudaram de volta para o Recife.
"A família era contra o relacionamento e esteve na delegacia, todos muito abalados. A irmã dela disse que não tinha sido a primeira vez que foi agredida, ela até chegou a ser agredida em Maceió. A família aconselhou ela a procurar a polícia, mas ela não quis", contou o delegado.
Nestor Nicolas Blanco foi autuado por feminicídio, cujas penas variam entre 20 e 40 anos de reclusão. Segundo o delegado, nesse caso, o uso de asfixia pode aumentar a pena em um terço.
Depois de autuado, ele foi encaminhado a audiência de custódia, onde teve o flagrante convertido em prisão preventiva pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Ele foi levado ao Centro de Observação e Triagem Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.
Despedida em Parnaíba: O corpo será velado na Pax União a partir das 15h desta quinta (13) e sepultado no Cemitério da Igualdade às 17h.
Pedido de Justiça: Familiares e amigos cobram punição e reforçam o alerta contra a violência doméstica.
Foto arquivo pessoal
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Paula Caíque PE